Sempre me interessei por títulos alternativos, que não tivesse foco direto em assuntos didáticos e sérios quanto os que costumo ler ultimamente. Apesar de ter sido a minha primeira leitura de auto-ajuda - e acreditando cegamente que haveria conselhos sem nexo algum -, o Mark me encantou completamente com todo conteúdo abordado no decorrer do livro. Costumo inserir um livro de respiro sempre que mantenho um ritmo acelerado ou quando preciso maratonar para deixar a procrastinação de lado, e como a maioria dos meus livros são técnicos, uma temática mais adolescente (ou jovem-adulto) se torna uma das opções mais viáveis - e se você também é assim, a sútil arte pode ser a escolha perfeita.
Mark Manson sabe bem o público que iria atingir e chamar atenção, por isso a linguagem é sempre direta, carregando um propósito que deixa evidente a mensagem que quer passar com todo o livro. Alguns episódios da sua vida dão origens à conselhos e reflexões que faz ao longo de todas as histórias que servem de exemplo, não para minimizar aquilo que lidamos como um grande problema, e sim que há outros ângulos a serem vistos e que a vida não é tão ruim assim, mas estamos aproveitando de maneira completamente errada ao focarmos num todo como problemas fixos e irreversíveis.
Dentro de todas as circunstâncias apresentadas, não só acontecimentos próprios mas incluindo outros amigos e parentes próximos que passaram por grandes problemas e não conseguiam ver a vida de uma outra maneira. A apresentação de todo problema vai desde que ele acontece, até o momento em que fazemos ele acontecer constantemente, fomentando a dor interna para que a solução seja procrastinada constantemente. É uma critica (totalmente direta) ao costume que temos de colocar barreiras em nosso caminho, falei sobre isso sobre a mania que temos em flertar constantemente e não procurar dar um ponto final em nossa insegurança, e no medo do desconhecido, ou do futuro.
Mark também critica a nossa incapacidade de ter ciências das nossas vulnerabilidades. E eu concordo totalmente com o que disse.
Quantas vezes nos culpamos por algo que deu errado e reanimamos como um empecilho do nosso cotidiano? Isso acontece porque não estamos acostumados a aceitar que coisas podem dar errado o tempo inteiro, somos ensinados a procurar por uma vida melhor e perfeita - mesmo quando isso não existe. A internet nos influencia a isso, a mania de consumo nos incentiva a estar sempre insatisfeitos com tudo e todos, queremos sempre mais e essa maneira comportamental funciona muito bem dentro da internet (para darmos sempre mais atenção), mas na vida real é totalmente falha, nós não somos perfeitos e deveríamos saber lidar com isso.
Nome: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se
Autor: Mark Manson
Nota: 9,6
Editora: Intríseca
Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva - sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo.[...]
Mark Manson sabe bem o público que iria atingir e chamar atenção, por isso a linguagem é sempre direta, carregando um propósito que deixa evidente a mensagem que quer passar com todo o livro. Alguns episódios da sua vida dão origens à conselhos e reflexões que faz ao longo de todas as histórias que servem de exemplo, não para minimizar aquilo que lidamos como um grande problema, e sim que há outros ângulos a serem vistos e que a vida não é tão ruim assim, mas estamos aproveitando de maneira completamente errada ao focarmos num todo como problemas fixos e irreversíveis.
Os erros que você comete no trabalho permitem que você compreenda melhor o que é preciso para ser bem-sucedido. Paradoxalmente, lidar abertamente com suas inseguranças torna você mais confiante e carismático.
Dentro de todas as circunstâncias apresentadas, não só acontecimentos próprios mas incluindo outros amigos e parentes próximos que passaram por grandes problemas e não conseguiam ver a vida de uma outra maneira. A apresentação de todo problema vai desde que ele acontece, até o momento em que fazemos ele acontecer constantemente, fomentando a dor interna para que a solução seja procrastinada constantemente. É uma critica (totalmente direta) ao costume que temos de colocar barreiras em nosso caminho, falei sobre isso sobre a mania que temos em flertar constantemente e não procurar dar um ponto final em nossa insegurança, e no medo do desconhecido, ou do futuro.
Mark também critica a nossa incapacidade de ter ciências das nossas vulnerabilidades. E eu concordo totalmente com o que disse.
Acredito que estamos enfrentando uma epidemia de cegueira psicológica que faz as pessoas não enxergarem que é normal as coisas darem errado de vez em quando.
Quantas vezes nos culpamos por algo que deu errado e reanimamos como um empecilho do nosso cotidiano? Isso acontece porque não estamos acostumados a aceitar que coisas podem dar errado o tempo inteiro, somos ensinados a procurar por uma vida melhor e perfeita - mesmo quando isso não existe. A internet nos influencia a isso, a mania de consumo nos incentiva a estar sempre insatisfeitos com tudo e todos, queremos sempre mais e essa maneira comportamental funciona muito bem dentro da internet (para darmos sempre mais atenção), mas na vida real é totalmente falha, nós não somos perfeitos e deveríamos saber lidar com isso.
A positividade é superestimada, ela amplifica aquilo que falta na gente ou o que desejamos ser. É melhor ser honesto sobre seus problemas e defeitos do que tentar se sentir bem o tempo todo. - Mark Manson, para a VEJA.E sim, eu amei o livro.
Nome: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se
Autor: Mark Manson
Nota: 9,6
Editora: Intríseca
Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva - sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo.[...]



